Unidade

Rogo-vos, pois, eu, o prisioneiro no Senhor, que andeis de modo digno da vocação a que fostes chamados, com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor, esforçando-vos diligentemente por preservar a unidade do Espírito no vínculo da paz; há somente um corpo e um Espírito, como também fostes chamados numa só esperança da vossa vocação. (Ef 4.1-3).

No corpo de Cristo, todos devem se esforçar para manter a unidade, a começar da liderança, pois ela preserva a integridade do corpo. Essa unidade começa na unidade de propósito, quer dizer, liderar com um mesmo objetivo – gerar filhos para Deus. Quando não há unidade nesse propósito, também não há multiplicação. A falta de unidade na liderança compromete todo o seu desenvolvimento. Às vezes, há muito trabalho, muito movimento, mas sem unidade. É muita gente, mas cada um fazendo um trabalho diferente, sem um mesmo alvo. Falta o trabalho em equipe, e entendemos que a igreja é uma grande equipe.

Unidade não é não haver opiniões diferentes ou discórdias a respeito de um assunto. É claro que elas existem. Mas é necessário discutir e esclarecer as diferenças antes de decidir algo. Depois que algo for decidido, todos devem ter o mesmo parecer. Isso é unidade. A unidade é a base da liderança. Sem ela, o propósito de multiplicar fica comprometido, pois isso não é uma tarefa de alguns, mas de todo o corpo. Vejamos alguns pontos importantes sobre a unidade.

Unidade é ter a mesma visão
Quanto ao mais, irmãos, adeus. Aperfeiçoai-vos, consolai-vos, sede do mesmo parecer. (2 Co 13.11). Quando se está começando a edificar em uma direção, nem todos os irmãos terão a mesma visão. Mas com a liderança é diferente: todos precisam pensar e falar a mesma coisa. Quando a liderança é assim, as pessoas começam a responder. Entretanto, quando a própria liderança é dividida e não fala a mesma linguagem, dificilmente o povo concordará.

Alguns ministérios tentam implantar as células em suas igrejas, mas o fazem apenas como uma tentativa, pois a liderança não está, de fato, toda comprometida nessa visão. Por essa falta de unidade em relação à visão, acabam concluindo que não dá certo para eles. Cremos que a unidade começa quando a liderança tem uma mesma visão e conduz o povo na mesma direção. Na visão de células, somos comprometidos em fazer discípulos de Cristo. Essa visão começa desde a infância. Nossas células são de crianças, jovens e adultos. Os pastores das três redes fazem as mesmas coisas: encontros, batismos, Cursão, CTL, levantam e treinam líderes, multiplicam células e funcionam dentro da estrutura de discipulado.

Na rede de crianças, embora elas não liderem células, desde pequenas, elas têm a sua própria célula, ouvem sobre o propósito de ser líder de célula, sobre multiplicação e como ser um vencedor. É a visão entrando na mente e no coração delas. Se esperarmos fazer isso quando crescerem, talvez não queiram mais a visão. Toda a liderança das redes de crianças, jovens e adultos pensa, fala e faz a mesma coisa, de maneira que estamos todos voltados para um mesmo propósito. Queremos ser discípulos fiéis de Cristo e gerar mais discípulos em cada uma dessas gerações.

Unidade traz a bênção de Deus
Oh! Como é bom e agradável viverem unidos os irmãos. É como o óleo precioso sobre a cabeça, o qual desce para a
barba, a barba de Arão, e desce para a gola de suas vestes. É como o orvalho do Hermom, que desce sobre os montes de Sião. Ali, ordena o SENHOR a sua bênção e a vida para sempre. (Sl 133). Quando começamos a Videira, tivemos de ajustar muitas coisas; entre elas, as palavras que eram proferidas sobre a liderança. Fizemos uma aliança entre os líderes: não falaríamos mal uns dos outros e não aceitaríamos que outra pessoa fizesse isso com nenhum de nós, e  trataríamos tudo o que fosse preciso no discipulado. Não foi fácil, mas foi benéfico. Começamos a semear na liderança o que queríamos ver na igreja.

A bênção de Deus é liberada sobre todo o corpo quando a liderança se une para guardar uns aos outros. Já temos o diabo para nos acusar, não precisamos de mais ninguém. Precisamos, sim, orar e guardar a vida uns dos outros para que a bênção de Deus seja verdadeiramente liberada sobre nós. O texto diz que o Senhor “ordena” a bênção. Ordenar significa “decretar” uma ordem. Um decreto divino não pode ser retirado por vontade humana. Mesmo que alguns não creiam, a bênção se manifestará, porque Deus decretou que fôssemos abençoados. A verdade é que não é difícil para Deus nos abençoar, nem liberar um decreto de bênçãos sobre nós, mas a unidade é algo que depende de nós, e não de Deus. Se quisermos mais bênçãos, precisamos ter mais unidade.

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