Os sinais do natal

Todas as vezes que você pensar no Natal, lembre-se disso, ele é o sinal do céu de que Deus o ama. Cada dor do seu coração, cada decepção, cada lágrima derramada o Senhor conhece e se importa. O Senhor Jesus disse: “Eu vim para que tenham vida”. O ladrão vem para matar, roubar e destruir. O que tem destruído sua família, seus relacionamentos, sua paz interior, sua saúde e sua prosperidade não vem de Deus, procede do maligno. Mas o Filho de Deus se manifestou para desfazer as obras do diabo.

Nós ainda vivemos em um mundo caído. Deus nunca planejou que sofrêssemos com tsunamis, furacões e terremotos. Ele nunca desejou que houvesse doenças e epidemias. Quando Adão foi criado, Deus o colocou no paraíso, onde não havia nenhuma dessas calamidades. O primeiro homem vivia em perfeita felicidade. E tudo o que Deus lhe disse foi: “Todas as árvores do jardim são para você. Pode comer livremente de todas elas, mas para mostrar que você me honra e reconhece que eu sou a fonte de todas as coisas em sua vida, não coma dessa única árvore, chamada árvore do conhecimento do bem e do mal”.

Você certamente conhece a história, o diabo veio para matar roubar e destruir, ele tentou a mulher, e eles caíram no pecado. De um casal, o pecado se espalhou para toda a humanidade. Deus odeia o pecado, mas amou o homem. É como uma pessoa amada que sofre com câncer. Você ama seu amigo, mas odeia o câncer que o está matando. O quanto você odeia o câncer depende do quanto você ama a pessoa.

A solução de Deus foi o Natal. O Pai enviou o seu único Filho para morrer por nós na cruz. Na cruz, Deus separou você do seu pecado. No Velho Testamento, se você pecasse, deveria trazer um cordeiro até o Templo. Esse cordeiro deveria ser sem defeito para tipificar o Salvador, que viria sem pecado. Você deveria impor as mãos sobre o cordeiro, de maneira que os seus pecados eram transferidos para o animal e a inocência do cordeiro passava para você. Depois disso, o cordeiro era morto e você era perdoado dos seus pecados.

No dia em que João Batista viu Jesus nas margens do rio Jordão, ele disse: “Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo!” Ele foi o sacrifício final que encerrou todos os sacrifícios. Não precisamos mais fazer penitências ou boas obras para impressionar Deus, pois o Filho foi imolado como cordeiro na cruz por nossos pecados. Toda punição que merecíamos por nossos pecados foi colocada sobre Ele.

Hoje, quando você coloca a sua confiança em Cristo, a troca do Calvário se consuma em sua vida. Ele levou todos os seus pecados para que você receba a justiça que era d’Ele. Ao receber essa justiça, somos feitos justos aos olhos de Deus e, portanto, aptos a receber todas as suas bênçãos neste mundo e no futuro estar com Ele pela eternidade. Você pode estar seguro de que receberá todas as bênçãos de Deus não porque você é bom, mas porque Ele é bom. Esta é a graça de Deus, é o seu favor imerecido sobre nós. Nós podemos esperar receber as bênçãos que não merecemos.

Hoje, gostaria de compartilhar com você dois sinais do Natal. O primeiro deles é o sinal da manjedoura.

O sinal da manjedoura

Havia pastores guardando os seus rebanhos durante a noite de ataques de lobos e outros predadores. Subitamente, a glória do Senhor brilhou ao redor deles. Onde há presença do Senhor, nunca há trevas. Então o anjo do Senhor apareceu e lhes disse esta palavra:

O anjo, porém, lhes disse: Não temais; eis aqui vos trago boa-nova de grande alegria, que o será para todo o povo: é que hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor. E isto vos servirá de sinal: encontrareis uma criança envolta em faixas e deitada em manjedoura. (Lc. 2.10-12)

O anjo anunciou o nascimento do Salvador, não o de um juiz ou do doador de uma nova lei. Um salvador não nos ensina como ser salvos, mas ele mesmo nos salva. Alguns pensam que Ele apenas nos salva do inferno e nos leva para o céu, mas é muito mais que isso. Ele trabalha nos salvando constantemente. Ele nos salva da enfermidade, da pobreza, de um casamento ruim, do lamaçal do pecado. Não precisamos de um livro de instruções, regras e leis, nós precisamos de um salvador.

Não precisamos de mais moralismo para nos salvar. Nenhum de nós pode ser bom o suficiente para merecer a bênção de Deus. Quando estávamos afundando rumo ao inferno, Ele nos salvou. Não precisamos fazer coisa alguma, apenas consentir em ser salvos. A única coisa que Deus não pode fazer é forçar o homem a ser salvo ou ser abençoado. O anjo disse que os pastores encontrariam uma criança envolta em faixas e deitada em manjedoura. Uma manjedoura é o que nós chamamos hoje de cocho, o lugar onde se coloca a comida para o gado. Nos dias de Jesus, era feita de pedra.

O Senhor nasceu para ser o alimento para o rebanho. Ele é o pão que desceu do céu. Nenhuma outra instrução foi dada pelos anjos, no entanto os pastores saíram e foram diretamente ao lugar onde o Senhor tinha nascido. Havia centenas ou milhares de manjedouras em Belém, mas parece que os pastores sabiam exatamente sobre qual manjedoura o anjo tinha falado. Como eles souberam qual era a manjedoura? Para compreendermos isso, precisamos conhecer a profecia. O profeta Miqueias tinha profetizado setecentos anos antes onde o Messias deveria nascer.

E tu, Belém-Efrata, pequena demais para figurar como grupo de milhares de Judá, de ti me sairá o que há de reinar em Israel, e cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade. (Mq 5.2)

Belém significa “casa do pão”, e Efrata significa “frutificação”. Naquela cidade, o verdadeiro pão do céu veio para nos nutrir a fim de que frutifiquemos para Deus. A profecia diz claramente que aquele bebê na manjedoura não surgiu ali, mas já existia desde os dias da eternidade. Ele é Deus. É o verbo que se fez carne e veio habitar entre nós.

Essa profecia diz qual seria a cidade, mas nada diz do lugar exato. Para entendermos isso, temos de ver outra profecia de Miqueias

A ti, ó torre do rebanho, monte da filha de Sião, a ti virá; sim, virá o primeiro domínio, o reino da filha de Jerusalém. (Mq 4.8)

A torre do rebanho é um lugar específico, que em hebraico chama-se Migdal Eder. Primeiro, ficamos sabendo que ele nasceria em Belém, agora descobrimos que deveria nascer num lugar chamado Torre do Rebanho (Migdal Eder).

Migdal é “torre de vigia” em hebraico. Algumas vezes, essas torres eram usadas para vigiar contra-ataques de inimigo, mas outras vezes era usada por pastores para guardar o rebanho contra predadores. Eder em hebraico significa “rebanho”.

Mas como sabemos que a torre do rebanho ficava em Belém? A torre do rebanho é mencionada duas vezes na Bíblia e a outra menção está em Gênesis, quando Raquel, a esposa de Jacó, morreu e foi enterrada em Belém.

Assim, morreu Raquel e foi sepultada no caminho de Efrata, que é Belém. Sobre a sepultura de Raquel levantou Jacó uma coluna que existe até ao dia de hoje. Então, partiu Israel e armou a sua tenda além da torre de Éder. (Gn 35.19-21)

Torre de Eder é precisamente a torre do rebanho, só que aqui os tradutores mantiveram o nome em hebraico. E assim descobrimos que ela fica em Belém. Alfred Edersheim, um historiador judeu (The Life and Times of Jesus the Messiah), explica como eram os costumes judaicos na época de Jesus. Ele diz que havia um local em Belém chamado Migdal Eder e esse era o lugar onde todas as ovelhas que seriam sacrificadas no Templo eram criadas. As ovelhas nasciam e cresciam ali com o único propósito de serem sacrificadas no Templo.

Os sacerdotes traziam as ovelhas para darem à luz na Torre do Rebanho. E uma vez que o cordeiro nascia, ele era envolto em panos para impedir que tivesse qualquer ferimento e assim fosse desqualificado para o sacrifício. Eles, então, colocavam esse cordeiro numa manjedoura. O Senhor Jesus foi o perfeito cumprimento da profecia.

Quando o anjo disse aos pastores que encontrariam o bebê envolto em faixas deitado numa manjedoura, imediatamente eles souberam onde ele estava. Finalmente, veio o sacrifício que iria finalizar todos os sacrifícios. O verdadeiro sacrifício do qual todos os cordeiros do passado eram apenas uma imagem tinha agora nascido em Migdal Eder, a Torre do Rebanho.

O sinal da virgem

Quando Adão caiu, o pecado contaminou o seu sangue, e dessa forma o pecado foi passado aos seus descendentes. Consequentemente, por causa do pecado de Adão, todo homem nasce com o pecado no seu sangue.

Nós precisávamos de um salvador, mas não tínhamos como nos salvar a nós mesmos porque todo homem nasce com o sangue contaminado pelo pecado. Dessa forma, todo homem é escravo, e um escravo nunca pode liberar a si mesmo nem aos outros. Não importa quão boa uma pessoa seja, o pecado está no seu sangue. O Salvador precisava ter o sangue sem pecado para poder pagar o preço da nossa libertação.

Isso nos introduz no segundo sinal. Esse sinal foi dado pelo profeta Isaías sete séculos antes de Cristo.

Portanto, o Senhor mesmo vos dará um sinal: eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho e lhe chamará Emanuel. (Is 7.14)

Esse sinal foi dado pelo próprio Deus, a virgem iria conceber. É um sinal extraordinário porque todos sabemos que se trata de uma impossibilidade. Mas existe uma explicação científica porque o Senhor Jesus deveria nascer de uma virgem.

Em 1900, um médico judeu chamado Karl Landsteiner descobriu os tipos sanguíneos. Ele postulou que existem quatro tipos sanguíneos: A, B, AB e O. Até então, muitas pessoas morriam depois de fazer transfusão porque não sabiam que certos tipos de sangue não se misturam. O tipo sanguíneo AB é chamado de receptor universal, porque pode receber de todos os tipos, e o tipo sanguíneo O é chamado de doador universal porque pode doar a todos, mas só recebe de outro do mesmo tipo.

Essa descoberta extraordinária aconteceu há pouco mais de cem anos, mas a Bíblia já falava da vida no sangue  três mil e quinhentos anos atrás.

Portanto, a vida de toda carne é o seu sangue; por isso, tenho dito aos filhos de Israel: não comereis o sangue de nenhuma carne, porque a vida de toda carne é o seu sangue; qualquer que o comer será eliminado. (Lv 17.14)

Nunca houve nenhuma descoberta científica que colocasse em cheque a Palavra de Deus. Existem teorias, mas não há nenhuma descoberta comprovada que negue a veracidade da Bíblia. O livro de Jó, que é o mais antigo da Bíblia, já falava da redondeza da terra, que só foi descoberta quinhentos anos atrás (Jó 37.12).

Duzentos anos atrás, médicos ainda faziam sangria e algumas vezes matavam seus pacientes porque não entendiam que a vida está no sangue. Hoje, já é um fato científico que o bebê não recebe nenhuma única gota de sangue da mãe. Por meio da placenta, o bebê recebe da mãe nutrição, proteínas e carboidratos, mas nenhuma gota de sangue. Depois, a placenta purifica o sangue do bebê e transfere as impurezas para o sangue da mãe, de onde depois são expelidas.

Por que isso é importante? Porque se Jesus tivesse recebido do sangue de Maria, Ele teria recebido a semente do pecado presente nela. Se tivesse tido um pai humano, teria recebido da mesma semente por meio do sêmen do pai. Toda criança nascida desde Adão nasceu com a semente do pecado, mas ainda assim Jesus precisava ser filho de Adão, todavia não podia ter o pecado de Adão. Na sua sabedoria, Deus providenciou que a virgem ficasse grávida, e hoje sabemos cientificamente que nenhum sangue de Maria passou para Jesus.

Todo o sangue do bebê é produzido pelo seu próprio organismo. Todo o sangue de Jesus veio do próprio Deus. Não houve participação de José e nem de Maria. Todos os bebês nascem para viver, mas um dia, na manjedoura de Belém, em Migdal Eder, nasceu um bebê que veio para morrer. Na cruz do Calvário, quando derramou o seu sangue sem pecado, todos os nossos pecados foram perdoados. Não existe pecado tão grande nem tão sujo que Ele não possa purificar. Não há principado nem potestade que o sangue não possa derrubar. O sangue de Jesus é a coisa mais poderosa em todo o universo.

Perguntas para compartilhar:

  1. Quais são os sinais do Natal segundo a palavra de Deus?
  2. Por que há poder no sangue de Jesus?

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