O dízimo no tempo da graça

Deus não precisa do seu dízimo. O Senhor não quer que você dê o dízimo porque Ele supostamente precisaria do seu dinheiro. Nada disso! O nosso Deus é rico e nos chamou para a riqueza também. Há muitos que pregam a graça, mas dizem que as pessoas devem permanecer pobres. Devemos resistir a todo espírito de intimidação que queira nos convencer de que a pobreza é o melhor de Deus para nós. Não é. O diabo não quer que a igreja prospere, porque uma igreja próspera pode fazer muito para o reino de Deus. Precisamos rejeitar essa mentalidade de pobreza.

Riquezas para confirmar a aliança
A nação de Israel é um tipo da igreja no Velho Testamento. Em Deuteronômio 8, vemos que a vontade de Deus é que não houvesse pobre entre eles. Não digas, pois, no teu coração: A minha força e o poder do meu braço me adquiriram estas riquezas. Antes, te lembrarás do SENHOR, teu Deus, porque é ele o que te dá força para adquirires riquezas; para confirmar a sua aliança, que, sob juramento, prometeu a teus pais, como hoje se vê. (Dt 8.17-18).

Não ensinamos que as pessoas devem ser ricas, mas cremos que todo filho de Deus pode ser próspero. Evidentemente, tornar-se um materialista cheio de amor ao dinheiro é muito ruim. Mas há pessoas pobres que pensam em dinheiro o tempo todo. Ser pobre não protege ninguém do materialismo. Ser rico não significa algo ruim – nesse caso, Abraão teria sido o pior de todos –, pois a Palavra de Deus diz que ele era riquíssimo. Quando o favor e a bênção de Deus vêm, nós prosperamos, mas a advertência do Senhor é para que não pensemos que foi o nosso braço que nos trouxe a prosperidade. Não devemos tomar o crédito pela bênção. Devemos nos lembrar do Senhor. Creia e espere pelo favor de Deus de forma sobrenatural. Você será promovido de um nível para outro de prosperidade e riqueza por causa da mão poderosa do Senhor. Nestes dias, eu creio que o Senhor vai mudar o nosso patamar de prosperidade. Há uma grande obra a ser feita.

Quem lhe dá o poder de adquirir riquezas? Certamente não é o maligno, ele quer é roubar de você. Mas quando o inimigo não consegue impedi-lo de prosperar, ele certamente o puxará para o outro extremo, levando-o a pensar em dinheiro o tempo todo. E por que o Senhor nos dá riquezas? A resposta é clara: “[…] para confirmar a sua aliança, que, sob juramento, prometeu a teus pais”. Esta é a aliança abraâmica, não é a lei de Moisés. Portanto, aponta para a Nova Aliança, aponta para a graça. O Senhor quer confirmar a sua aliança em nossa vida. Para que a aliança seja confirmada e pregada em todo o mundo, é preciso dinheiro. A salvação é de graça, mas, para que as pessoas recebam a mensagem, alguém precisa ser enviado e sustentado. Levantar e enviar pastores custa dinheiro.

O dízimo honra a sua fonte
E, tendo sido aperfeiçoado, tornou-se o Autor da salvação eterna para todos os que lhe obedecem, tendo sido nomeado por Deus sumo sacerdote, segundo a ordem de Melquisedeque. (Hb 5.9-10). O Senhor Jesus é sacerdote segundo a ordem de Melquisedeque, e não segundo a ordem de Levi. Isso mostra o Senhor muito tempo antes da lei. Alguns acreditam que Melquisedeque era um homem comum, outros creem que ele era o próprio Senhor Jesus numa teofania, ou seja, uma manifestação humana no Velho Testamento. Mas o que importa realmente é o que ele representa.

Segundo o sacerdócio levítico, se você obedece, é abençoado, e se desobedece, é amaldiçoado. Mas segundo o sacerdócio de Melquisedeque, você tem apenas a bênção. A história de Melquisedeque está registrada em Gênesis 14. Abraão estava voltando de uma batalha contra quatro reis e então Melquisedeque, rei de Salém, sai ao seu encontro. Melquisedeque, rei de Salém, trouxe pão e vinho; era sacerdote do Deus Altíssimo; abençoou ele a Abrão e disse: Bendito seja Abrão pelo Deus Altíssimo, que possui os céus e a terra; e bendito seja o Deus Altíssimo, que entregou os teus adversários nas tuas mãos. E de tudo lhe deu Abrão o dízimo. Então, disse o rei de Sodoma a Abrão: Dá-me as pessoas, e os bens ficarão contigo. Mas Abrão lhe respondeu: Levanto a mão ao SENHOR, o Deus Altíssimo, o que possui os céus e a terra, e juro que nada tomarei de tudo o que te pertence, nem um fio, nem uma correia de sandália, para que não digas: Eu enriqueci a Abrão. (Gn 14.18-23).

A palavra “Melquisedeque” significa “rei de justiça”, e “Salém” significa “paz”. Então, ele era rei de justiça e rei da paz. Este é o Senhor Jesus. Não há nada aqui relacionado com a lei, mas tudo está conectado com a bênção de Abraão, a bênção que recebemos hoje pela graça. Melquisedeque dá a Abraão pão e vinho, que aponta para a ceia. O pão e o vinho são para a nossa saúde e anunciam a morte do Senhor. Melquisedeque, então, abençoa a Abraão no nome do Deus Altíssimo, em hebraico, El Elyon. Esta é a primeira menção desse nome de Deus na Escritura. Significa que Ele é o Senhor do céu e da terra. Significa que Deus é aquele que move as circunstâncias e move eventos em favor dos seus filhos.

Abraão lhe deu o dízimo de tudo. No sacerdócio de Melquisedeque, existe o pão e o vinho, que apontam para a Nova Aliança, mas possui o dízimo também. O pão e o vinho anunciam a sua morte, mas o dízimo declara que Ele vive. Uma vez que você entende que Jesus é sumo sacerdote segundo a ordem de Melquisedeque, então você sabe que precisa fazer o mesmo hoje. Nós somos filhos de Abraão. Todavia, se você ainda não teve essa revelação e não quer dar o dízimo, então não dê. Somente faça se for fruto de revelação, e não por uma obrigação legalista. Muitos gostam de dizer que o dízimo é da lei, mas ninguém mandou Abraão dar o dízimo. Ele entendeu por uma revelação divina que era a coisa certa a se fazer. O mesmo vale para nós hoje. Não é um mandamento, é fruto de uma revelação de Deus.

Mas não foi apenas Melquisedeque que saiu ao encontro de Abraão, o rei de Sodoma também veio ter com ele. Evidentemente, o rei de Sodoma aponta para o diabo. E o que ele diz a Abraão? “Dá-me as pessoas, e os bens ficarão contigo”. Abraão, então, jurou que jamais pegaria nada que pertence a ele para que ele não dissesse: “Eu enriqueci a Abraão”. Veja que Abraão se importava com quem teria o crédito pela sua riqueza e também mostra que ele queria, sim, ser rico. Quando você dá o dízimo, você está reconhecendo quem está por detrás da sua prosperidade e riqueza. O Senhor é a fonte do seu trabalho, saúde, posição e até do ar que você respira. Os seus dez por cento mostram que você reconhece que Ele é a fonte.

O dízimo passa por dispensações
Eu sei que há muita gente ensinando que não devemos mais dar dízimo porque vivemos em outra dispensação. Mas hoje eu quero ousar lhe dizer que o dízimo vai continuar existindo até mesmo na próxima dispensação, a do reino milenar. O contexto de Malaquias 3 é uma profecia a respeito do Messias. Muitos rejeitam esse texto porque é do Velho Testamento, mas o contexto dele é totalmente profético. Eis que eu envio o meu mensageiro, que preparará o caminho diante de mim; de repente, virá ao seu templo o Senhor, a quem vós buscais, o Anjo da Aliança, a quem vós desejais; eis que ele vem, diz o SENHOR dos Exércitos. Mas quem poderá suportar o dia da sua vinda? E quem poderá subsistir quando ele aparecer? Porque ele é como o fogo do ourives e como a potassa dos lavandeiros. Assentar-se-á como derretedor e purificador de prata; purificará os filhos de Levi e os refinará como ouro e como prata; eles trarão ao SENHOR justas ofertas. Então, a oferta de Judá e de Jerusalém será agradável ao SENHOR, como nos dias antigos e como nos primeiros anos. (Ml 3.1-4).

Esta é uma profecia que aponta para segunda vinda. O texto diz que o Senhor virá repentinamente. Ele não veio repentinamente em sua primeira vinda, mas virá assim na segunda. Assim, o contexto dessa passagem aponta para o nosso tempo, ele virá repentinamente. Isso significa que a casa do tesouro mencionada no verso 10 é a igreja. O verso 2 diz: “Quem poderá suportar o dia da sua vinda? E quem poderá subsistir quando ele aparecer?” Na sua primeira vinda, as pessoas puderam suportar, porque Ele veio como bebê, mas, na sua segunda vinda, Ele virá como juiz. Portanto, o contexto de Malaquias 3 é para hoje, porque vivemos nos últimos dias. Mas, se formos a Ezequiel, veremos que haverá ainda o dízimo no futuro.

O melhor de todos os primeiros frutos de toda espécie e toda oferta serão dos sacerdotes; também as primeiras das vossas massas dareis ao sacerdote, para que faça repousar a bênção sobre a vossa casa. (Ez 44.30)

O profeta Ezequiel fala de um templo que existirá durante o milênio. Você pode ler isso nos capítulos 40 a 44 do seu livro. E, nesse tempo, as pessoas ainda trarão os seus dízimos para a casa do Senhor. Isso é extraordinário! O dízimo é um princípio espiritual e que passa por dispensações. É a forma como Deus escolheu para que o seu povo demonstre adoração e reconhecimento de que Ele é a fonte de tudo o que temos.

O dízimo é um ato de fé
Evidentemente, todo materialismo e amor ao dinheiro é maligno, mas não há nada de errado em querer prosperar e dar o melhor para a sua família. O Senhor Jesus nos encoraja a dar para recebermos ainda mais.

Dai, e dar-se-vos-á; boa medida, recalcada, sacudida, transbordante, generosamente vos darão; porque com a medida com que tiverdes medido vos medirão também. (Lc 6.38)
Pois conheceis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, se fez pobre por amor de vós, para que, pela sua pobreza, vos tornásseis ricos. (2Co 8.9)

Todo o contexto de 2 Coríntios 8 e 9 é sobre oferta. A lei da semeadura está claramente estabelecida no verso 6 do capítulo 9: “Aquele que semeia pouco também ceifará; e o que semeia com fartura com abundância também ceifará”. Não corremos atrás de riqueza, mas sabemos que, quando ofertamos, receberemos muito mais de volta. O resultado inevitável é a nossa prosperidade. A semeadura é o ato de fé que demonstra que realmente cremos que, pela obra da cruz, fomos enriquecidos. Não ofertamos para sermos ricos, mas porque cremos que já fomos enriquecidos por causa da obra consumada. O princípio espiritual é bem claro. Em primeiro lugar, nós já fomos enriquecidos por causa da sua pobreza na cruz. Em segundo lugar, uma vez que você crê que já é rico, aja como tal. Dê com alegria.

Seja fiel no pouco
Quem é fiel no pouco também é fiel no muito; e quem é injusto no pouco também é injusto no muito. Se, pois, não vos tornastes fiéis na aplicação das riquezas de origem injusta, quem vos confiará a verdadeira riqueza? Se não vos tornastes fiéis na aplicação do alheio, quem vos dará o que é vosso? (Lc 16.10-12). Você não pode ser um líder na casa de Deus se não é um dizimista. Cremos assim porque a forma como você lida com o dinheiro fala a respeito do seu caráter. O Senhor considera o dinheiro uma ferramenta. Se você é fiel no pouco, que é ofertar, também será fiel no muito, que é cuidar da casa de Deus. O Senhor Jesus diz que toda riqueza neste mundo tem uma origem injusta. De alguma forma, o dinheiro que ganhamos não vem de forma completamente correta aos olhos de Deus. O patrão não pagou o imposto devido e você recebeu um salário, mas não trabalhou exatamente o tempo contratado, sempre havia alguma enrolação. No fim, toda riqueza é injusta.

Por isso, o Senhor diz que se você não é fiel no uso dessas riquezas injustas, Deus não vai confiar a você a verdadeira riqueza, que são as almas. Sei que parece estranho dizer isso, mas muitos líderes não multiplicam suas células porque não são dizimistas. Não são fiéis no pouco. Na verdade, existem até mesmo pastores assim, a igreja deles não cresce porque Deus não lhes confia a verdadeira riqueza, que são as vidas, porque eles não são fiéis no pouco. O uso do dinheiro é um grande teste de Deus em nossa vida.

As riquezas injustas
Antes, dai esmola do que tiverdes, e tudo vos será limpo. Mas ai de vós, fariseus! Porque dais o dízimo da hortelã, da arruda e de todas as hortaliças e desprezais a justiça e o amor de Deus; devíeis, porém, fazer estas coisas, sem omitir aquelas. (Lc 11.41-42)

De maneira geral, o Senhor diz que o dinheiro é injusto. Há muita iniquidade associada a Mamon. Mas o Senhor diz que, se dermos a oferta, essa oferta purificará o resto do nosso dinheiro. Eu costumava dizer que, se um bom homem usa o dinheiro, ele se torna um bom dinheiro; e se um homem mau usa o dinheiro, ele se torna um dinheiro ruim. Mas Deus não diz assim. O Senhor diz que as riquezas são injustas. O dinheiro é impuro porque a maneira como ele foi usado em todo o mundo é injusta. Então, Deus diz como você pode santificar o dinheiro. Se você der as primícias, o resto dos frutos será santificados. E o que é santificado o diabo não pode tocar. E, se forem santas as primícias da massa, igualmente o será a sua totalidade; se for santa a raiz, também os ramos o serão. (Rm 11.16)

Mas alguém pode dizer que, se ele apenas tocar no dinheiro, este será santificado, assim como Jesus apenas tocou no leproso e ele foi purificado. Este é um pensamento errado. Se você pegar a droga, ela não será santificada, e se você dormir com uma prostituta, ela também não será santificada. Jesus disse: dê esmolas e tudo ficará limpo. Há alguma coisa que você deve fazer com dinheiro. O dinheiro não faz parte de você. Você está limpo, sim. Você é justo, sim, mas o dinheiro é injusto, então você pega o primeiro fruto e oferece ao Senhor e agora o resto se torna santo. O que é santo se multiplica. O diabo não pode tocar.

Perguntas para compartilhar:
1- Por que que o Senhor nos dá riquezas?
2- Por que o dízimo é um princípio espiritual?

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