Jó e a sua justiça própria

Naturalmente não gostamos das coisas que ocorreram com Jó, mas devemos admitir que as verdades expostas nesse livro são maravilhosas. Originalmente a história foi escrita de forma poética, mas não como a poesia em português, mas poesia hebraica. A poesia hebraica normalmente não possui rimas, mas procura expor uma verdade. Algumas vezes, como no livro de provérbios, uma linha fala de uma verdade e a linha seguinte coloca o oposto, em outras há duas verdades colocadas de forma paralela.
Jó certamente é o personagem mais antigo da Bíblia. Ele viveu muito antes de Abraão. O ensino do livro não é sobre Israel pelo simples fato de que Israel ainda não existia. A lei não é mencionada porque é muito anterior a Moisés. Ainda que se mencione coisas como adultério e roubo, elas são mencionadas porque fazem parte de um código moral comum aos povos antigos. A lei ainda não havia sido dada.
Um fato interessante é que mesmo sendo o livro mais antigo da Bíblia ele menciona fatos científicos que somente foram comprovados muitos séculos depois. Em Jó 26:7 se diz que Deus sustenta a terra sobre o nada. Ele fala de como as águas sobem para as nuvens e depois voltam para a terra. A condensação é descrita no livro. Jó fala do órion e das pléiades, ele já sabia que as estrelas são o meio de se orientar no meio da noite. Os navegadores descobriram o cruzeiro do sul. São três estrelas que formam uma cruz. Eles sabiam que se vissem a cruz nas estrelas do sul eles saberiam o caminho de casa. Encontre a cruz e você chegará em casa.

Havia um homem na terra de Uz, cujo nome era Jó; homem íntegro e reto, temente a Deus e que se desviava do mal. Jó 1:1
Quando lemos o livro precisamos ver a descrição que o Espírito Santo faz de Jó. Ele é descrito como sendo um homem justo. Ele é alguém declarado justo por Deus. Se vivesse nessa dispensação ele seria descrito como um filho de Deus. E apesar disso ele vai enfrentar situações que o deixarão confuso e perplexo sem saber como explicá-las.
Seus amigos vieram para dizer a ele que a sua situação era consequência do pecado. Mesmo hoje há muitos que ensinam que se algo ruim acontece conosco é porque temos cometido algum pecado diante de Deus.
Mas Deus mesmo declara que Jó era homem íntegro e reto e que se desviava do mal. Isso é o mesmo que Deus diz a nosso respeito hoje em Cristo, não em nós mesmos, mas em Cristo.
Há todavia um ponto sensível aqui. Mesmo que você seja alguém justo isso não significa que não haja mais nada para ser tratado em sua vida. Não é porque você é justo, sem culpa e correto que não existam coisas em sua vida para serem tratadas.

O obstáculo número um que Deus procura remover em nossas vidas é a justiça própria. Ele fará isso até permitindo que coisas aconteçam conosco. Quando tendemos a dizer que a culpa é do marido, da esposa, dos nosso pais, do governo, do pastor ou da igreja estamos dizendo que temos justiça própria, que outros deve ser culpados, mas nós nunca. Muitas pessoas não percebem que possuem justiça própria, nem mesmo o próprio Jó. A raíz que causou todos os problemas de Jó foi a justiça própria.
Precisamos admitir que Deus nos disciplina, existem tratamentos de Deus em nossa vida. Mas é preciso esclarecer que Ele é nosso pai e não nos disciplina com acidentes de carros, enfermidades e pragas. Do mesmo modo que um pai terreno não faz coisas assim com os seus filhos.
Precisamos ver que na história de Jó o diabo está agindo, mas Deus deseja trazer à luz o problema da justiça própria de Jó.
Muitos enfatizam que o ponto central de Jó é a sua capacidade de continuar sendo fiel apesar de todas as suas tribulações. O diabo disse que Jó só era fiel porque era abençoado. Se a bênção fosse tirada ele blasfemaria. Todos nós temos a oportunidade de mostrar ao mundo espiritual que amamos o Senhor mesmo quando não compreendemos as circunstâncias.
Muitos pensam que o sofrimento de Jó durou a vida toda, isso não é verdade. Os mestres na palavra dizem que não foi mais que nove meses.
A Bíblia nunca diz para considerar o sofrimento de Jó, mas sim o seu fim (Tg. 5:11). Alguns dizem que são como Jó, então esteja certo de ser abençoado como foi Jó no final dos nove meses.
Uma outra abordagem do livro mostra que o problema de Jó foi causado pelo seu sentimento de condenação e medo. No capítulo 3:25 Jó diz:

Aquilo que temo me sobrevém, e o que receio me acontece.
Durante muito tempo eu tive medo de sentir medo. E quanto mais medo eu tinha, mais medo eu sentia de ter medo. Porque me foi dito que quando sentimos medo atraímos a nós coisas ruins.
Mas a verdade é que o medo é o resultado da condenação. No capítulo primeiro vemos Jó oferecendo sacrifícios, mas porque ele os estava oferecendo? Ele temia que talvez tivesse pecado.

Decorrido o turno de dias de seus banquetes, chamava Jó a seus filhos e os santificava; levantava-se de madrugada e oferecia holocaustos segundo o número de todos eles, pois dizia: Talvez tenham pecado os meus filhos e blasfemado contra Deus em seu coração. Assim o fazia Jó continuamente. Jó 1:5

Jó vivia debaixo de acusação e medo. Podemos dizer que era o sentimento de condenação e acusação que produzia o medo que por sua vez gerou todo tipo de doença em Jó. Tudo isso evidentemente veio do maligno.
Precisamos sempre nos lembrar que Deus não é o nosso problema. Antes é o acusador quem nos importuna todo o tempo.
Todas essas abordagens estão corretas, mas eu creio que há ainda algo mais profundo, Deus queria expor o problema da justiça própria de Jó. Toda a tribulação foi para mostrar a raíz da justiça própria.
Eu creio que a disciplina de Deus sobre seus filhos ainda permanece hoje, mas não creio que os crentes do novo testamento passem pela mesma tribulação de Jó.
No livro lemos que Jó desejava que houvesse um advogado entre ele e Deus, para que pudesse apresentar a sua causa. Ele desejava que houvesse alguém que pegasse na mão de Deus e na sua própria e então fizesse a reconciliação. Hoje nós temos esse advogado, o Senhor Jesus.
Há muitas razões pelas quais o Senhor tinha que se fazer homem, mas uma delas é que Deus pode se compadecer de nós, mas não podia entender o nosso sofrimento. Então ele se fez homem para se identificar conosco e nos apascentar porque agora ele nos compreende.
Outra coisa é o acesso que satanás teve ao trono de Deus. Não creio que isso possa acontecer hoje. Naqueles dias Deus estava segurando o rolo da escritura da terra que Adão tinha entregue a satanás. Ele tinha direitos sobre a terra. Mas hoje o Senhor resgatou a terra e pagou o preço por isso o livro da escritura selada que estava não mão de Deus foi dado a Cristo. O inimigo não em mais nada para reinvindicar diante de Deus (leia Ap. 5).
Quando o Senhor subiu ao céu ele aspergiu o sangue no Tabernáculo celestial. Naquele tempo Deus não tinha o advogado à sua direita como temos hoje. Cristo é o nosso advogado. No dia da expiação o sumo sacerdote também aspergia o sangue sete vezes no chão diante da arca. Essa é a razão porque o Diabo não pode mais chegar diante de Deus.

Precisamos entender que essa posição nunca pertenceu a satanás, mas Adão cometeu alta traição contra Deus e deu ao inimigo a posição que era dele.
O diabo queria atacar a Deus por isso acusou a Jó. Uma pessoas perversa nos ataca diretamente, mas uma pessoa muito perversa ataca nossos filhos para nos atingir.
Por tudo isso eu creio que hoje esse tipo de tribulação não acontece com um filho de Deus. Jesus se tornou nosso representante diante de Deus, ele é o nosso advogado e o seu sangue foi aspergido no tabernáculo no céu. Não fique com medo dessas tragédias, elas não vão acontecer com você.
No capítulo primeiro lemos que Satanás então saiu da presença de Deus e promoveu uma grande destruição. Num único dia Jó perdeu todos os seus filhos e todos os seus bens e depois lhe apareceu uma doença que cobriu todo o seu corpo de feridas purulentas.
A partir desse momento Jó e seus amigos começam um longo diálogo. A respeito do que disseram precisamos alertar que há coisas que não são precisas. O argumento básico dos amigos de Jó era de que tudo aquilo procedia de Deus. Entenda que elas não eram obra de Deus. No céu não tem hospitais porque não há criancinhas morrendo de câncer. No céu não há morte e nem perdas. Tudo nos céu é bonito e até as ruas são de ouro. Tudo o que lemos em Jó foi obra do diabo.

Eis que temos por felizes os que perseveraram firmes. Tendes ouvido da paciência de Jó e vistes que fim o Senhor lhe deu; porque o Senhor é cheio de terna misericórdia e compassivo. Tg. 5:11

Os amigos de Jó
Os três amigos de Jó vieram inicialmente para confortar Jó, mas no final Jó diz que eles eram confortadores miseráveis. Os seus nomes eram Elifaz, Bildade e Zofar. No momento em que esses amigos vieram satanás não é mais mencionado. Porque ele sabia que com esses amigos ele não era mais necessário.
Os argumentos dos amigos de Jó não eram necessariamente errados, eles apenas foram aplicados na circunstância errada. Foram aplicados a Jó de forma errada. A verdade dita no momento errado, fora do contexto, não é melhor que uma heresia.

Elifaz representa a experiência
Lembra-te: acaso, já pereceu algum inocente? E onde foram os retos destruídos? Segundo eu tenho visto, os que lavram a iniqüidade e semeiam o mal, isso mesmo eles segam. Jó 4:7-8

Ele disse a Jó: “Você já viu alguém inocente que tivesse perecido? Você não pode ser inocente, veja o que aconteceu na sua vida.”
Elifaz argumenta com base na experiência. Alguns gostam de dizer que a experiência é a mãe de toda sabedoria. Mas isso não está na Palavra de Deus. Quando vivemos com base na experiência estamos sempre confusos, porque numa ocasião fizemos algo e deu um resultado e noutra vez fizemos a mesma coisa e houve outro resultado. Só a Palavra de Deus pode nos dar a verdadeira sabedoria, pois só ela é inspirada por Deus.
A promessa do Novo Testamento é que quanto mais formos piedosos e fiéis à mensagem do evangelho, mais seremos perseguidos. Nunca seja perseguido por ter feito algo estúpido, mas é glória ser perseguido por causa da verdade.

Bildade representa a tradição
Pois, eu te peço, pergunta agora a gerações passadas e atenta para a experiência de seus pais; porque nós somos de ontem e nada sabemos; porquanto nossos dias sobre a terra são como a sombra. Porventura, não te ensinarão os pais, não haverão de falar-te e do próprio entendimento não proferirão estas palavras: Pode o papiro crescer sem lodo? Ou viça o junco sem água? Jó. 8:8-11

Bildade argumenta a partir da tradição. Ele diz para Jó: “sem lodo não tem papiro”. Em outras palavra, o lodo do pecado é que produz o papiro da tribulação. Com amigos como esses Jó não precisava mais de ataques do diabo.

Zofar representa o legalismo

Se dispuseres o coração e estenderes as mãos para Deus; se lançares para longe a iniqüidade da tua mão e não permitires habitar na tua tenda a injustiça, então, levantarás o rosto sem mácula, estarás seguro e não temerás. Jó 11:13-15
Zofar argumenta a partir do legalismo e do moralismo. Para a maioria das pessoas a explicação para todos os tipos de problemas é o pecado cometido. É verdade que o pecado pode trazer consequências tristes. Jesus disse ao paralítico no tanque de Betesda: “Olha que já estás curado; não peques mais, para que não te suceda coisa pior” (Jo. 5:14). Mas o Senhor também disse, a respeito dos dezoito homens que morreram no desabamento da torre de Siloé, que não eram mais pecadores que os demais moradores de Jerusalém (Lc. 13:4-5). Simplesmente não podemos julgar o sofrimento dos outros dizendo que é sempre por causa do pecado.
As pessoas facilmente julgam os outros dizendo que tudo o que estão sofrendo é por causa do pecado. Fazem isso até que o mesmo acontece com elas. Aí já não é mais pecado, se desculpam dizendo que foram traídas, outros as estão perseguindo e coisas assim.
O que Zofar e seus amigos dizem é verdade, mas uma verdade aplicada de forma errada. Esse é o motivo pelo qual nos preocupamos quando irmãos pegam passagens do Velho Testamento originalmente aplicadas aos rebeldes daquela dispensação e procuram aplicar essas mesmas passagens aos crentes do Novo Testamento. O que dizem é verdade, mas aplicada a pessoas erradas. Toda escritura é inspirada por Deus, mas nem toda escritura foi escrita para nós. Quando Jesus repreende os fariseus aquilo não é para nós. Está escrito para o nosso benefício para que não caiamos no mesmo erro deles. Mas quando tratamos irmãos com palavras que foram dirigidas originalmente aos fariseus nós ferimos o corpo de Cristo.

Esses três amigos de Jó representam três tipos de pregações que temos hoje no meio cristão. Há aqueles que pregam com base na experiência como Elifaz. É comum ouvirmos pastores contando sua experiência e dizendo o quanto foi bom para eles. Mas o fato de ter sido bom para eles não significa que será bom para todos.
Já ouvi pastores dizendo que na sua casa a esposa é quem cuida das finanças. Bom para eles, mas não quer dizer que será bom para todos. Corremos riscos quando tomamos a simples experiência de outros como se fosse a palavra de Deus.
Há outros, como Bildade, que pregam com base na tradição. Acreditam que pelo simples fato de algo ter sido feito de uma forma por muitos anos aquilo se torna verdadeiro. Há coisas boas na experiência e na tradição, mas não devemos tomá-las como se fossem a verdade da palavra de Deus.
Zofar representa um tipo de pastor que prega com base na lei. Ele é legalista. Todo legalista vê as coisas de modo idealizado e perfeito. Ele não prega algo errado, ele apenas aplica de forma errada na vida das pessoas.
Quando pregamos com base na experiência, tradição ou legalismo a resposta das pessoas é sempre o oposto do que esperamos. A resposta de Jó aos seus amigo foi uma grande ira. Em Jó 29 vemos algo impressionante. Jó se refere a si mesmo mais quarenta vezes. Esse tipo de pregação produz muita justiça própria. Jó não estava mentindo a respeito das suas boas obras, ele apenas estava confiando nelas para se justificar.
É muito bom termos irmãos que rejeitam o pecado, praticam boas obras e fazem tudo o que lhes é requerido. Mas tudo isso se perde se eles confiarem na sua própria justiça. A justiça própria impede o mover de Deus.
Creio que o principal objetivo da disciplina de Deus na vida de seus filhos não é realmente o pecado. Não me entenda mal. Deus odeia o pecado, mas tem algo que ele detesta mais, a justiça própria. Deus disciplina os seus filhos para tirá-los da justiça própria.
A justiça própria nos leva a condenar o próprio Deus. Em 19:6-21 Jó claramente culpa a Deus pelos seus problemas. Mas o problema de Jó não era Deus e sim o diabo. Creio que uma das razões porque Davi foi chamado de homem segundo o coração de Deus é porque ele assumiu seu pecado sem culpar a Deus (Sl. 51:4).

O quarto amigo de Jó

Depois que os três amigos de Jó falaram, entra em cena um quarto personagem: Eliú. Ele estava irado com Jó porque este se achava mais justo do que Deus, e também se irou contra os três amigos porque, mesmo sem ter encontrado nada de errado em Jó, o estavam condenando (Jó 32:1-9).
Eliú é um tipo de Cristo. Jó nada respondeu a ele, antes foi conduzido a uma posição onde se humilhou diante de Deus e reconheceu que ele nada era sem Deus.
A principal estratégia do diabo é sempre a acusação e a condenação. Quando as pessoas ficam doentes o inimigo sempre as acusa de terem pecado. Quando não consegue mostrar algum pecado ele mostrará algo que foi cometido anos atrás. Por fim o inimigo dirá que a pessoa está sofrendo por causa do pecado dos seus pais e avós. Esse é um argumento da lei do Velho Testamento, mas hoje fomos libertos de toda maldição da lei (Gl. 3:13).
Esse ensino é chamado de maldições hereditárias. Não podemos achá-lo no Novo Testamento. Precisamos ter cuidado com ensinos que destroem as pessoas em vez de ajudá-las.
Se você está doente o que fazer? Antes de tudo saiba que a doença não é a vontade de Deus. O Senhor deseja vê-lo bem. No final Jó foi curado e totalmente restaurado. Eliú disse algo muito precioso.
Havendo, porém, um anjo ao seu lado, como mediador dentre mil, que diga ao homem o que é certo a seu respeito, para ser-lhe favorável e dizer: “Poupa-o de descer à cova; encontrei resgate para ele”. Jó 33:23-24 NVI

Há um mediador que veio dizer o que é certo a respeito de Deus. O resgate já foi pago por isso nós podemos ter o favor de Deus. O resgate é a redenção que foi feita por Cristo. A razão porque Deus é justo em curar o doente pecador, é porque ele encontrou o resgate. O preço do resgate foi pago (Jó 19:25).
O preço para a saúde, o preço para uma vida abundante, para a prosperidade e todas as bênçãos naturais já foi pago no Calvário. O preço para a nossa salvação inclui todas as bênçãos. Hoje o único sofrimento que o Novo Testamento nos promete é a perseguição. Mas o preço para todas as bênçãos já foi pago pelo nosso resgatador.

A resposta de Deus

Depois que Eliú falou o próprio Deus começou a falar com Jó. O Senhor mostra a sua grandeza e a sua majestade revelada na criação.
Depois disto, o SENHOR, do meio de um redemoinho, respondeu a Jó: Quem é este que escurece os meus desígnios com palavras sem conhecimento? Cinge, pois, os lombos como homem, pois eu te perguntarei, e tu me farás saber. Onde estavas tu, quando eu lançava os fundamentos da terra? Dize-mo, se tens entendimento. Quem lhe pôs as medidas, se é que o sabes? Ou quem estendeu sobre ela o cordel? Jó 38:1-5
No capítulo 40 o Senhor mesmo confronta a justiça própria de Jó. A natureza humana caída sempre procura condenar a Deus e se justificar.
Cinge agora os lombos como homem; eu te perguntarei, e tu me responderás. Acaso, anularás tu, de fato, o meu juízo? Ou me condenarás, para te justificares? Jó 40:7-8
O que é incredulidade? É ter um alto conceito a respeito de si mesmo e um baixo conceito a respeito da Palavra de Deus. Isso mostra quão terrível é a incredulidade. Mas se você quer ser abençoado aprenda a concordar com Deus em sua palavra.
Nunca tente justificar a si mesmo, mas creia na justificação que vem de Deus. Se você se coloca diante Deus como juíz você não pode ser salvo; mas se você se coloca diante Deus como justificador, você não pode se perder. Se é Deus quem o justifica, quem o condenará? (Rm. 8:33).

A mudança de Jó

Então, respondeu Jó ao SENHOR: Bem sei que tudo podes, e nenhum dos teus planos pode ser frustrado. Quem é aquele, como disseste, que sem conhecimento encobre o conselho? Na verdade, falei do que não entendia; coisas maravilhosas demais para mim, coisas que eu não conhecia. Escuta-me, pois, havias dito, e eu falarei; eu te perguntarei, e tu me ensinarás. Eu te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos te vêem. Por isso, me abomino e me arrependo no pó e na cinza. Jó 42:1-6
Um dos problemas de Jó era conhecer o Senhor de ouvir falar, em outras palavras, o seu conhecimento era de segunda mão. Ele pensava que Deus era o seu problema, mas a verdade é que o Senhor é a nossa resposta.
No final Jó declara ver o Senhor e o resultado disso foi arrependimento. De que ele se arrependeu? De sua justiça própria.
Mudou o SENHOR a sorte de Jó, quando este orava pelos seus amigos; e o SENHOR deu-lhe o dobro de tudo o que antes possuíra. Jó 42:10
E o Senhor restituiu a Jó duas vezes mais tudo o que ele havia perdido. Se você pensa que está passando por uma tribulação como a de Jó, então se prepare para a bênção, você será restituído duas vezes mais.
Quando o Senhor mudou a sorte de Jó? Enquanto ele orava pelos seus amigos. Nunca permita a mágoa e o ressentimento no seu coração. Os amigos de Jó erraram com ele, mas a bênção veio junto com o perdão.
Esse na verdade foi um sinal do arrependimento de Jó. Seu erro era justiça própria e aqueles cheios de justiça própria não perdoam ninguém. Quando Jó perdoa seus amigos está dizendo que não tem justiça própria para cobrar perfeição alguma deles.

Tags