Jesus, o padrão a ser seguido

Certamente, o princípio que traz o avivamento genuíno ao mundo caído está imbuído no modo como Jesus viveu. Ele é o cabeça da igreja e o modelo que devemos seguir. Ao tratar sobre a vida, Jesus fala sobre gerar fruto. É interessante que Ele não aborda questões exteriores do frutificar, mas trata dos interiores, do que está intrínseco ao ato de dar fruto. Então, Jesus propôs a seguinte questão: “Se o grão de trigo não morrer, fica só, mas se morrer, dá muito fruto”. Evitando um discurso prolixo, Jesus foi objetivo quanto ao gerar vida: é necessário morrer para viver.

Assim, nos termos de Jesus, compreendemos que o avivamento só pode nascer da morte. Antes de experimentarmos a vida em abundância ou o despertar de vida na igreja, precisaremos cair na terra e morrer. Em outras palavras, Jesus estava nos dizendo que os frutos de uma vida espiritual vêm quando morremos para a nossa vontade natural. Para que o mundo experimente um tempo de verdadeiro avivamento, devemos estar dispostos a abandonar a nossa vida no que diz respeito a sonhos e projetos pessoais, para vivermos a genuína e completa vontade de Deus para nós. Seria um substituir de todas as nossas “paixões” por uma paixão mais elevada.

Falar de avivamento é falar de morte. Um tempo de avivamento somente acontece quando a igreja estiver morta para si. Assim, uma vez mortos, a vida de Deus pode fluir através da vida de cada membro. A necessidade de brotar a vida vem a partir da realidade da morte.

Este foi o padrão de Jesus ao trazer vida para nós. Somente através de sua morte encontramos a vida. Ele teve de padecer para que a vida de Deus pudesse se estabelecer em nós. Estes são princípios de Deus que fazem gerar essa nova vida. Uma vez que compreendemos esse caminho de morte, certamente encontraremos nossa jornada rumo ao avivamento.

É importante que estejamos firmes e seguros em nosso propósito de não movimentar uma massa entusiástica. Isso não é complexo de ser feito e pode mascarar a genuinidade de um movimento rumo ao avivamento. Se mantivermos nossos olhos nos resultados externos e aparentes, será difícil separar os sons eufóricos de uma multidão do clamor apaixonado de uma geração genuinamente avivada.

Quando dizemos: “Desejamos o avivamento”, dizemos, de fato, que queremos o céu na terra, ou seja, o reino de Deus sendo estabelecido na terra através da igreja. Sabemos que esse desejo traduz a vontade do Pai de que cada um de nós rendamos nosso coração em completa submissão a Ele.

Fonte: RADICAIS LIVRES, uma geração que se levanta para a glória de Deus – Pr. Naor Pedroza

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