Jesus, o amigo dos pecadores

por Aluízio A. Silva – Pastor presidente da Videira – Igreja em Células

Como podemos conhecer Jesus de verdade? Vemos ícones da igreja ortodoxa, vitrais nas catedrais e ilustrações das escolas dominicais, mas tudo descreve um Jesus plácido, domesticado, quase efeminado.

Todavia, Jesus é radicalmente diferente de qualquer outra pessoa. Alguém poderia dizer que Ele é um exemplo de vida, mas Ele é a própria vida. Quando Jesus veio ao mundo, os demônios o reconheceram, os enfermos afluíram, os pecadores lavaram os seus pés com suas lágrimas e encharcaram a sua cabeça com perfume.

Mas Ele escandalizava os religiosos cheios de preconceitos de como Deus deveria ser. Jesus era amigo dos pecadores. Ele elogiou um cobrador de impostos acima de um fariseu temente a Deus. A primeira pessoa a quem se revelou como Messias foi a uma mulher imoral que já tivera cinco maridos em Samaria.

Mesmo pendurado na cruz, perdoou um ladrão que não teria tempo algum para se redimir e mudar de comportamento. Mas o próprio Jesus não era pecador. Os fariseus procuraram um meio de condená-lo, mas o único crime de que o acusaram foi o de reivindicar ser o Messias. Como ser amigo de pecadores sem cair no pecado? Como alcançar o pecador sem incentivar o pecado?

A igreja ainda não conseguiu ser como Jesus, ainda não somos amigos dos pecadores. O sucesso para nós é sermos amigos dos poderosos. Se somos elogiados pelos governantes, pensamos que o reino de Deus chegou. A igreja já não tem sido um lugar para acolher pecadores. Temos medo de ser contado entre eles. Temos medo de ser contaminados por eles. Muitas vezes, temos mesmo é medo deles.

O grande problema é que nos esquecemos de como é se sentir errado, acusado e condenado. Mas quando aparece Jesus em cena, Ele não condenou nenhuma vez. E nos parece tão estranho, porque nenhuma vez Ele condenou uma prostituta e o pecador. Ele não condenou nenhum destes, mas Jesus sempre reservou palavras duras para os religiosos, para aqueles que teoricamente eram os guardiões dos oráculos de Deus, do conhecimento divino. O Senhor se referiu a eles como raça de víboras, sepulcros caiados.

Mas os pecadores Ele aceitava que lavassem os seus pés. Com os pecadores, Ele se assentava para comer. Ele foi a uma festa na casa de Mateus, onde só havia publicanos e pecadores. Ali Ele se assentou à mesa e comeu com eles. Jesus se tornou amigo dos pecadores a ponto de dar a sua própria vida para salvá-los. Ele mesmo disse que ninguém tem maior amor do que este: dar alguém a própria vida em favor de seus amigos. Jesus se tornou amigo dos pecadores para poder morrer por eles.

© 2017 Igreja Videira. Todos os direitos reservados | Desenvolvido por Alisson Martins