Há alguém orando?

por Aluízio A. Silva, pastor da Videira em Goiânia

A regra número 1 dos roteiristas de cinema é colocar o personagem numa situação desesperadora, numa posição perigosa e dentro de um dilema real sem nenhuma saída. E quando a situação parecer difícil, eles fazem com que as coisas fiquem piores ainda. Deus frequentemente também faz isso, não para nos dar emoções fortes, mas para nos ensinar verdades espirituais de forma que não as esqueçamos.

Em Atos, temos a história de como Deus reverteu uma situação desesperadora pelo poder da oração. Temos o vilão da história: Herodes. Herodes mandou prender Pedro e matou Tiago porque isso agradou ao povo. Ele era o tipo de político interessado apenas nas pesquisas de opinião, e não em fazer o que é reto. Pedro já era um grande líder nacional. A igreja já tinha muitos milhares de membros. Ele poderia ter tido uma atitude política também, como: vamos boicotar os produtos feitos em Roma; vamos fazer um protesto na corte do rei Herodes; vamos escrever aos nossos representantes locais no senado romano para que façam algo a respeito.

A opção política pode ser válida, mas não é a solução. Em vez disso, a igreja foi orar. Todas as portas estavam fechadas, menos a porta da oração. A oração é o primeiro recurso, e não o último. O mais comum é as pessoas orarem depois de esgotarem todos os seus recursos. Oramos quando percebemos que estamos sem saída.

Veja uma pessoa com problemas financeiros. Ela vai tentar usar todo o limite do cartão de crédito, depois do cheque especial; tentará pegar emprestado com amigos, depois com familiares, e deve até vender os móveis de sua casa. Por fim, ela vai orar como quem diz: já não tenho mais nada a perder. Deveríamos pensar o contrário: o que eu tenho perdido por não orar? Orar não deve ser o último recurso, mas a primeira coisa a ser feita. Ore pelo que Deus quer, e não pelo que você quer. “E esta é a confiança que temos para com ele: que, se pedirmos alguma coisa segundo a sua vontade, ele nos ouve”.

Nada está fora do alcance da oração exceto aquilo que está fora da vontade de Deus. Jesus nos ensinou a orar: “Seja feita a tua vontade”. E a maneira de conhecermos a vontade de Deus é pelas Escrituras. Quando oramos segundo a vontade de Deus, podemos ser ousados na oração e determinar na terra a sua vontade. Mas lembre-se, somente podemos determinar a vontade de Deus, e não a nossa.

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