A unidade no exército

Pois também se a trombeta der som incerto, quem se preparará para a batalha? (1 Co 14.8). Ninguém considera uma batalha algo sem importância, insignificante. Ao travar uma batalha, um exército precisa de moral, de união para a luta. A fim de manter esse moral, é preciso eliminar até mesmo a pequena dissensão sobre o menor assunto. Se aquela pequena conversa não for eliminada, o moral será anulado e, consequentemente, a unanimidade será destruída. O resultado é que, por falta do moral, o exército pode perder a batalha. Tudo isso nos mostra a seriedade de um ministério na casa de Deus. É ele quem faz soar a trombeta para o exército sair para a guerra (Nm 10.9; Jz 7.18). O trombetear para a guerra é um símbolo do liberar da Palavra hoje no meio da igreja. Ignorar a Palavra ministrada é o mesmo que ignorar a trombeta soada para a batalha. Se os soldados começassem a discutir sobre a trombeta em vez de obedecerem ao comando, o inimigo certamente os derrotaria.

Temos de perceber que a igreja do Senhor é um exército combatente. Estamos fazendo algo mais sério do que qualquer batalha na terra. Estamos lutando contra satanás, o inimigo de Deus. A igreja é o exército de Deus, e isso está muito claro em Efésios, que mostra muitas ilustrações da igreja, como: o corpo de Cristo, a família de Deus, o edifício de Deus e o novo homem. Mas, no fim do Livro, Paulo diz que a igreja é também um exército para combater o inimigo. Ele nos mostra claramente como deve ser a armadura desse exército. A igreja não é um mero grupo de pessoas reunidas para um culto, mas o exército de Deus posicionado em um tempo de guerra para trazer o reino de Deus à terra. A igreja certamente é o exército do Senhor, e a característica mais marcante de um exército é o respeito à autoridade. Sem autoridade e submissão, não há como um exército seguir para a batalha. O mesmo princípio se aplica à igreja. Quando não há uma ordenação clara de autoridade, não podemos prevalecer contra o inimigo. Onde há rebeldia e insubmissão, na verdade, o inimigo já tem levado vantagem.

Um cidadão pode dizer muitas coisas e criticar o governo ou as forças armadas, mas quando entra no exército e se torna um soldado, ele perde o direito de dizer qualquer coisa. É possível debater e até brigar no Senado, mas até um senador, ao se tornar um soldado, precisa ficar quieto. Não há som incerto no exército. A igreja e o ministério não são como o Senado, onde qualquer um chega e expressa a sua opinião. No ministério, nós somos completamente preenchidos com um espírito de luta, de batalha espiritual. Isso evidentemente não significa que os pastores controlam as pessoas, mas significa que os membros entendem esse princípio e espontaneamente se submetem à liderança na casa de Deus. Entender o espírito de guerra espiritual em que vivemos implica também reconhecer que o ponto central do exército é a submissão. Se já temos o espírito de guerra, precisamos agora receber o espírito de submissão. Somente pela submissão podemos ser um exército unido na batalha, com um moral elevado pela unanimidade. Muitos não têm percebido como o inimigo sorrateiramente tem infectado a igreja com o espírito de rebeldia disfarçado em críticas e opiniões aparentemente inofensivas e até bem intencionadas. É tempo de nos unirmos para a peleja e eliminarmos toda dissensão entre nós.

Você se considera uma pessoa submissa? Gostaria de expor alguns pontos que mostram as características de uma pessoa realmente submissa. Lembre-se de que somente irmãos submissos à autoridade podem ser úteis na obra de Deus e que a insubmissão destrói a unanimidade, impedindo-nos de avançar no mover do Espírito.

Sinais de uma pessoa submissa
A maioria das pessoas na igreja se considera submissa, mas qual é o nível dessa submissão? Se um pastor exorta uma irmã por causa de seu namoro com um incrédulo e ela simplesmente rejeita a exortação, ela está sendo rebelde. Se um líder recebe a orientação para ministrar em sua célula o esboço do boletim e, de forma independente, ele resolve seguir outra direção, está sendo rebelde. Mas quantos admitem serem rebeldes nessas situações? Eles imaginam que podem simplesmente ignorar a direção do pastor e agir com independência, mas o que não percebem é que aquela rebeldia está minando a unidade da igreja como exército. Ignorar orientações, não executar as direções dadas, rejeitar convocações espirituais, falar mal dos pastores ou permitir que outros o façam são expressões comuns de rebeldia entre nós. Mas quantos possuem sensibilidade espiritual para perceber isso?

Qual soldado ignora as ordens de seu comandante? Isso não acontece porque eles entendem o que é submissão. Todavia, no exército da igreja, às vezes temos de implorar para que alguns obedeçam a uma ordem. Precisamos mostrar-lhes todas as vantagens e tudo o que eles podem alcançar se obedecerem à direção dada. Imagine se um capitão tivesse de parar para persuadir um soldado sempre que precisasse lhe dar uma ordem. Todavia, hoje, na igreja, as pessoas somente se submetem se concordarem com a direção ou visão da liderança. Ora, se apenas nos submetemos quando concordamos é porque não nos submetemos, apenas fazemos o que achamos melhor. Que o Senhor nos abra os olhos nestes dias para termos revelação da autoridade no Exército de Deus!

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