A aplicação da cruz 

Tomar a cruz significa simplesmente tomar a vontade de Deus. A cruz é, na verdade, a sua vontade. Tudo o que não é a sua vontade não é cruz. Nesse sentido, podemos dizer que doenças, por exemplo, não podem ser cruz, já que Cristo Jesus as carregou na cruz (1Pe 2.24). Portanto, não podemos dizer que seja da vontade d’Ele a enfermidade. Do mesmo modo, podemos afirmar que a pobreza não é cruz, já que fomos libertos das maldições da lei (Gl 3.13). A cruz experimentada por Cristo foi decididamente a vontade de Deus, e não algum tipo de ataque do diabo, como doença ou miséria. De acordo com a ordenação divina da Bíblia, existe um marido para cada esposa. Cada casamento, não importando o meio pelo qual ocorreu, foi colocado soberanamente sob a mão de Deus. Uma vez que você se casar com uma determinada mulher, ela será sua esposa, e não haverá mais nada que você possa fazer a respeito. De acordo com a ordenação de Deus, não deverá haver divórcio. Um marido para uma mulher é a sua vontade. 

Se você se divorciar de sua esposa, estará se divorciando da vontade de Deus. Mas se você a aceitar, aceitará a vontade de Deus, porque ela representa e constitui a própria vontade d’Ele, que sempre é a cruz. Se receber sua esposa como “cruz” (castigo), entretanto, você será um criminoso. Mas se a tomar voluntariamente pela graça do Senhor, será um carregador da cruz. Tomando voluntariamente a cruz, você não está sendo executado. Reconheça que sua esposa é a vontade e a ordenação de Deus para você. Suponha que a esposa de um irmão cause sofrimentos a ele. Já que o divórcio não é permitido, ele tem duas escolhas em relação a ela: pode sofrer por sua causa, como um criminoso que se executa na cruz, ou pode tomá-la, como sua própria porção e dizer: “Deus me entregou minha esposa, não fui eu que me casei com ela, mas foi de Deus que a recebi”. 

A cruz é o lugar onde vencemos o diabo. Muitos pensam que guerra espiritual é uma questão de meramente repreender demônios. Ficam todo o tempo repreendendo demônios dentro de casa e até repreendem algum suposto demônio na cara do marido. Jesus repreendeu demônios durante todo o seu ministério na terra, mas Ele somente venceu o diabo na cruz. Ela é a vitória definitiva. Não estou dizendo que é errado repreender demônios na vida das pessoas, pois Jesus fez isso com Pedro. Só estou afirmando que não há vitória sem a cruz. 

Fonte: Apostila do Curso de Maturidade no Espírito – Pr. Aluízio A. Silva.

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